terça-feira, 17 de setembro de 2013


Reforma do IRC

Não há reforma eficaz do IRC sem a eliminação do PEC.

 
O Governo, através do seu Ministro da Economia, anuncia, desde Janeiro, que irá baixar o IRC. Entretanto, já passou mais de meio ano sem que alguma iniciativa legislativa, consistente, sobre a matéria fosse apresentada.

No dia 25 de Julho, os senhores Ministros das Finanças e da Economia, acompanhados do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e do Dr. António Lobo Xavier realizaram uma Conferência de Imprensa para apresentar um «Anteprojecto de Reforma do IRC», da autoria de uma Comissão presidida pelo Dr. Lobo Xavier.

Este «Anteprojecto de Reforma do IRC», em consulta pública até 20 de Setembro, não é, no todo ou em parte, ainda, proposta assumida pelo Governo, não se sabendo, também, quando poderá assumir a forma de iniciativa legislativa.

Para além da complexidade das matérias constantes do Anteprojecto duas questões se destacam, pelo carácter lesivo de que se revestem:


  • O brutal aumento do PEC – Pagamento Especial por Conta, elevando o mínimo em mais 50%, penalizando, mais uma vez, a esmagadora maioria das micro e pequenas empresas;

  • O objectivo claro de favorecimento fiscal dos grandes grupos económicos e do sector financeiro.

A CPPME há muito considera fundamental e urgente uma profunda Reforma Fiscal, que englobe, nomeadamente o IVA, o IRS, o IRC, o IMT, e o IMI e que termine de vez com a duplicação de impostos, alguns especiais e injustos.

 
A Reforma do IRC poderá ser, sem dúvida, valioso contributo para a reanimação do investimento em Portugal. Porém, uma verdadeira reforma do IRC terá de passar pela extinção do PEC, tal como a CPPME, reiteradamente, tem demonstrado nas propostas já dirigidas ao Governo.

 

O Governo afirma a intenção de começar um novo ciclo mas o que se adivinha são vergonhoso bónus às grandes empresas e aos grupos económicos e financeiros e, em coerência governamental, penalização de milhares e milhares de micro e pequenas empresas, com as inevitáveis e gravosas consequências para o mercado interno nacional e obviamente para a economia.

 

O Governo insiste numa proposta “requentada”, comprovadamente ineficaz. Já em 2002, com o Governo PSD/CDS, foi aprovada a redução da taxa do IRC, não conseguindo os efeitos supostamente pretendidos: recuperar o investimento e a criação de emprego.

 
A CPPME, no seguimento do que tem sido a sua linha de acção em defesa das micro, pequenas e médias empresas e dos seus empresários intervirá, nesta fase de consulta pública, dirigindo-se à Comissão de Reforma do IRC com a sua opinião, colocando sobretudo perguntas que carecem de esclarecimento para uma melhor compreensão da proposta em discussão.

 
Nesse sentido, a CPPME gostaria de ver esclarecidas as seguintes questões:

 
  1.  Considerando a classificação empresarial estabelecida na U.E., qual é a percentagem de pagamento médio de IRC efectuada por cada extracto empresarial, ou seja, pelas micro, pelas pequenas, pelas médias e pelas grandes empresas respectivamente?

  1. Ao nível da Europa as micro, pequenas, médias e grandes empresas pagam mais ou menos que em Portugal? E, as grandes empresas e os grupos económicos e financeiros, em termos percentuais, pagam mais ou menos?

  1. Com a criação de um regime simplificado aplicável às empresas com VAN inferior a 150 mil euros, tendo em atenção os requisitos necessários e exigidos para inclusão neste, qual a percentagem de micro empresas que se estima serem abrangidas pelo sistema?

  1. Será que o regime simplificado proposto contempla a publicação dos chamados coeficientes técnico-científicos (rácios de rendibilidade) para cada ramo de actividade a que os governos, há mais de uma década, estão obrigados por lei, mas nunca cumpriram?

  1. Qual o número de empresas que pagam PEC e qual a percentagem dessas que conseguem o reembolso deste?

  1. Como é apurado o valor médio de IRC de cada extracto empresarial? O PEC e as Tributações Autónomas estão incluídos no cálculo?

  1. As empresas cujos resultados de apuramento de IRC são inferiores ao cálculo do PEC ficam sujeitas ao pagamento deste, que é sempre superior, em percentagem ao pagamento do IRC directo. Quando dizem que existem empresas que não pagam IRC afinal a quem se referem?

  1. Existe uma opinião generalizada que considera ser o PEC um instrumento de tributação fiscal “cego e injusto”. Porquê o seu aumento na base mínima em 50% e não a sua extinção?

  1. Os empresários em nome individual com contabilidade organizada, em muitos casos, com colaboradores assalariados, cuja tributação é apurada em sede de IRS, não deveriam, por se tratar de uma actividade empresarial ser considerados em IRC?

  1. Como vai ficar a tributação das empresas situadas em paraísos fiscais, como seja o “offshore” da Madeira?

  1. É ou não verdade que as grandes empresas e o sector financeiro pagam em média 15% de IRC, muito longe da média de 31,5% referida pela Comissão?

Por outro lado, a CPPME reafirma a sua proposta de Reforma Fiscal, onde constam mais de duas dezenas de medidas, sendo que algumas delas referem-se à Reforma do IRC, a saber:

1.    A reposição da taxa de 12,5% de IRC para os primeiros 12.500,00 euros de matéria colectável.


2.    A extinção do PEC – Pagamento Especial por Conta.

3.    A criação do RST – Regime Simplificado de Tributação com taxas diferenciadas de acordo com os coeficientes técnico-científicos a apurar e a publicar para cada ramo de actividade.

4.    A redução e extinção de algumas das taxas de Tributação Autónoma do IRC.

5.    A criação de incentivos fiscais, incluindo o IRC, para instalação de empresas no interior do País.

 
Por último, a CPPME reafirma a sua convicção de que os maiores obstáculos actuais ao investimento em Portugal prendem-se, essencialmente, com:

 
1.    O reduzido poder de compra dos portugueses (com profundos efeitos, negativos, na procura, no mercado interno nacional).


2.    O funcionamento da justiça (com custos inaceitáveis e ausência de celeridade nos processos).

 
3.    A exagerada carga fiscal sobre as empresas (acrescida da tributação fiscal sobre o consumo, com reflexos nas actividades empresariais, como seja o IVA da restauração e da energia eléctrica a 23%).

 
4.    A instabilidade fiscal e a sua complexidade (a constante publicação de alterações legislativas e a sua sobreposição, sem a devida compilação, torna quase impossível a identificação correcta da tributação aplicável. Como é o caso do PPC cujos pagamentos no O.E. para 2013 passaram a ser obrigatórios).
 

5.    Os custos fixos (energéticos - combustíveis, electricidade e gás; água; transportes; portagens; taxas de resíduos urbanos; bem como, todo o tipo de licenças obrigatória).

 
6.    A burocracia (que em vez de simplificar e agilizar procedimentos asfixia as empresas).

 
7.    O Crédito (o preço do crédito bancário e as dificuldades, concretas, ao seu acesso).

 
A Comissão Executiva da Direcção da CPPME

 
 Seixal, 16 de Setembro de 2013


sexta-feira, 2 de agosto de 2013


CPPME REUNIU COM PCP

 
A pedido do PCP, a CPPME reuniu com uma Delegação deste Partido, na passada Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013, na Sede Nacional desta Confederação no Seixal.

Em análise esteve a situação e as perspectivas futuras das micro, pequenas e médias empresas, no contexto económico, social e político da actualidade.


O PCP pretendeu conhecer mais de perto a situação difícil que vivem os micro, pequenos e médios empresários e as propostas da CPPME para a superação da actual crise.

 
Foi possível encontrar vários pontos de convergência, de opiniões e posições, entre as partes, sendo que a CPPME transmitiu as suas posições e propostas, que entre outras consistem, designadamente:


a)     Na necessidade da implementação urgente de uma reforma fiscal profunda (IVA, IRS, IRC, PEC, PPC, IM, etc.);

b)    Na baixa do IVA que ajudará a economia e a manutenção dos postos de trabalho;

c)     Na entrega ao Estado do IVA só após boa cobrança;

d)    Na redução dos custos energéticos e outos fixos como o combustível, o gás, as portagens, as comunicações, os arrendamentos;

e)     Na suspensão das novas regras de guias de transportes por ser impraticável e aumentar encargos e tempo às empresas;

f)      Na baixa do IRS, que permitirá melhorar o rendimento dos trabalhadores e das famílias, ganhando com isso o Poder de Compra fundamental ao Mercado Interno;

g)     Na revisão urgente da nova Lei de Arrendamento Urbano (na vertente Arrendamento Comercial) que está a prejudicar gravemente a economia e os postos de trabalho, com o aumento brutal das rendas e a precarização dos contractos de arrendamento;

h)    No pagamento das dívidas do Estado às empresas, estimada em vários milhões de euros, que ajudará a salvar muitas empresas da falência e a proteger empregos, ao mesmo tempo animará a economia;

i)       Na criação de linhas de crédito para as micro, pequenas e médias empresas, para fomento das actividades produtivas, a juros controlados, onde a instituição Caixa Geral de Depósito tenha um papel fundamental, em alternativa ao anunciado Instituto Financeiro de Desenvolvimento, que ninguém sabe bem o que será;

j)       No apoio social aos empresários no desemprego, com carreira contributiva mínima, a entrar em vigor já em Janeiro de 2014;

k)     Na redução dos custos de acesso à justiça. Simplificar e dar maior celeridade nos processos das micro, pequenas e médias empresas.

 

 

 

segunda-feira, 22 de julho de 2013


A CPPME – Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas reuniu na, Terça-feira, dia 16 de Julho de 2013, pelas 16H00, com o Secretário Geral da CGTP – IN para apresentar as suas propostas para o sector empresarial e a reanimação da economia nacional.
http://videos.sapo.pt/eZWYdzuK3ZpQk9Bzd0YZ

quarta-feira, 10 de julho de 2013


Festas da Rã 2013

O Núcleo de Cascais da CPPME participa mais uma vez nas Festas da Rã, com um Pavilhão, que se encontra a funcionar até dia 14 deste mês.

 
Este Núcleo da CPPME, convida os Empresários do Concelho ou da Região presentes nas Festas a visitar o Pavilhão da CPPME, onde poderão conhecer as propostas desta Confederação.
 

 

 

Reunião da CPPME com a Câmara Municipal de Coimbra

 
  • O Núcleo de Coimbra da CPPME reuniu, a seu pedido, com o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Barbosa de Melo, no passado dia 2 de Junho, para dar a conhecer ao Município de Coimbra as propostas da Confederação ao nível concelhio e nacional. 
A Delegação do Núcleo de Coimbra da CPPME composta por Arménio Pratas, Quirino Adelino e Vitor Carvalho entregou ao senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra um Dossier exaustivo das propostas da CPPME para a dinamização do tecido empresarial e da economia portuguesa e um conjunto de propostas do Núcleo de Coimbra para responder aos graves problemas dos micro e pequenos de médios empresários de Coimbra, onde se destacam importantes medidas para revitalizar o comércio local, restauração e serviços na cidade de Coimbra.

No que concerne à política económica alternativa para inverter a contracção do mercado interno e a recessão económica que o País está a atravessar é de destacar: i) a necessidade de uma profunda reforma fiscal (IVA, IRC, IRS, PEC, IMI, etc.); ii) a necessidade de uma activa política de investimento (público e privado); iii) a criação urgente de linhas de crédito a juros aceitáveis, onde a Caixa Geral de Depósitos tenha um papel diferenciador; iv) a revogação urgente da Lei do Arrendamento, na vertente «Arrendamento não Habitacional», vulgo comercial; v) uma justiça mais célere e mais acessível aos micro e pequenos empresários; vi) o pagamento das dívidas do Estado às empresas, que ajudará a salvar muitas empresas da insolvência e a proteger empregos; vii) a redução dos custos fixos, de contexto, energéticos (combustíveis, electricidade e gás), rendas, água, transportes e portagens; viii) o apoio social aos micro e pequenos empresários com contribuição mínima para a segurança social. Entre muitas outras medidas.

Relativamente à cidade de Coimbra, onde o tecido empresarial também atravessa grandes dificuldades, o Núcleo da CPPME, chamou à atenção do senhor Presidente da Câmara para o papel que o Município poderá ter, no sentido de ajudar, dentro das suas competências, a minorar os obstáculos que a actividade económica e os micro e pequenos empresários estão a enfrentar.

 Assim, propôs que a Câmara Municipal de Coimbra actue com urgência a vários níveis, designadamente; i) na revitalização da baixa (recuperação do Terreiro da Erva, no licenciamento comercial, na isenção de taxas dos toldos, esplanadas e reclames; ii) na construção do novo Tribunal; iii) na dignificação da Rua da Sofia, agora integrada na classificação de Coimbra Património da Humanidade; iv) na requalificação do Mercado Municipal; v) no investimento em guardas-nocturnos nas zonas comerciais por forma a garantir a segurança do comércio, restauração e serviços; vi) em medidas sustentáveis que garantam a sobrevivência do comércio e serviços da cidade.

 O Núcleo de Coimbra da CPPME exortou ainda o senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra a interceder junto do Governo no sentido de este legislar com urgência em favor da maioria dos empresários, que são os micro e pequenos, já que, no essencial, as medidas até agora conhecidas do Governo são, sobretudo, em defesa da grande distribuição e dos grupos económicos e financeiros.

 O Núcleo de Coimbra da CPPME, propôs, ainda, ao Município a criação urgente de um Conselho Municipal Empresarial, onde tenham assento todas as organizações do sector por forma a trabalhar em conjunto com a Autarquia em medidas, a médio e a longo prazo, que possam projectar Coimbra, no futuro, como uma cidade e um concelho mais dinâmico e activo nas vertentes económica, social, cultural e ambiental.

 Por último, o Núcleo da CPPME de Coimbra considera que, a recente classificação da Universidade de Coimbra, da Alta e da Sofia a Património Mundial da Humanidade, acrescenta novas responsabilidades a todos os actores institucionais (Poder Local, Governo Central e outros), obrigando-os, a breve prazo, a apresentar um Plano Estratégico de Preservação, Promoção e Divulgação de Coimbra Património Mundial da Humanidade, como garantia de que esta classificação possa contribuir para um verdadeiro desenvolvimento do concelho e projecte, efectivamente, Coimbra na senda do progresso.

 
Coimbra, 08 de Julho de 2013
 

O Núcleo de Coimbra da CPPME
 

Contacto:

- Arménio Pratas – Tm 910518185

- Vitor Carvalho – Tm 917573310

Festas da Rã 2013

O Núcleo de Cascais da CPPME vai participar com um Pavilhão na Feira da Rã, que abrirá portas pelas 18H00, na Sexta-feira, dia 5 de Julho de 2013 e termina a 14 do mesmo mês.

 

Tendo como principal objectivo fomentar o desenvolvimento do tecido empresarial e comercial, a IX Edição das Actividades Económicas realiza-se em Abóboda, freguesia de S. Domingos de Rana, concelho de Cascais.

O Núcleo de Cascais da CPPME convida todos os empresários que visitem as Festas da Rã a passar pelo Pavilhão da CPPME, onde poderão conhecer melhor as propostas da Confederação.

CRÓNICA DE JULHO - CLEMENTINA HENRIQUES - Vice Presidente da CPPME
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=19870