quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ministro da Economia repete anúncios e continua a não aceder ao diálogo com a CPPME!


O Conselho de Ministros Extraordinário e a Conferência de Imprensa do Ministro da Economia, anunciada com “trompas e cornetas”, criaram legítimas expectativas nos portugueses e em particular nos MPME – Micro, Pequenos e Médios Empresários.

Afinal a montanha pariu um rato …

O Plano Estratégico para o Crescimento e Emprego, não passa da repetição de medidas por várias vezes já anunciadas e aquelas que parecem ser novidade não foram suficientemente concretizadas para se saber, com rigor, do que se está a falar. Até parece que este Governo corre para o abismo, sempre com novos anúncios, de anúncios já anunciados anteriormente.

O Governo já anunciou pela enésima vez medidas para a formação, o empreendedorismo, o financiamento às empresas, a revitalização das empresas, a descida do IRC, a ajuda aos projectos parados pela burocracia, a internacionalização, quando efectivamente o que se esperava era que o Governo nos informasse da eficácia de execução dessas medidas, ou do seu fracasso, como parece ser o caso, dado que estão a ser novamente anunciadas.

O Governo repete mais uma vez a criação do Banco de Fomento, agora envolvido com a CGD - Caixa Geral de Depósitos, só não explica por que é que não é a CGD a desempenhar essa missão, dado que é um banco público e tem instalados balcões, em todo o território nacional, com pessoal habilitado a desempenhar essas funções, como a CPPME defende desde a primeira hora.

O Governo fala de reduções nos “spreads” e taxas de juro, de alargamento de prazos para pagamento de empréstimos concedidos, mas para além de teorizar de uma forma meramente abstracta e propagandística, nada refere acerca dos incomportáveis valores actuais nas taxas de juro aplicadas às empresas portuguesas, que são sensivelmente o dobro da média europeia, para além de ficarmos sem ter qualquer conhecimento concreto sobre os valores e prazos destes instrumentos no futuro.



Mantém a aposta completamente focalizada nas exportações, quando a maioria das empresas Portuguesas labora no circuito económico interno nacional. A CPPME sublinha que é impossível ao Governo obter resultados quando trabalha sobre a base dos seus desejos intrínsecos e ideológicos e não sob a realidade, de facto, das características do tecido empresarial nacional.

Complementarmente a esta ideia, a CPPME alerta para gravidade de uma intenção de medida enunciada ontem, que consideramos de plena gravidade democrática: As palavras do Ministro da Economia foram claras ao considerar “o tecido empresarial muito espartilhado”, enunciando as bases para a criação de instrumentos e incentivos financeiros para consolidação de fusões e aquisições. Ora, a CPPME considera tal anúncio, uma autêntica tentativa de “estocada final” às micro e pequenas empresas.      

Além disso, é completamente omisso no que concerne ao pagamento das dívidas do Estado (central e local) às empresas, que tanta falta faz à tão depauperada tesouraria das MPME.

Fala dos custos de contexto mas nada diz sobre os preços da energia, nomeadamente do agravamento do IVA de 6 para 23% e dos escandalosos lucros dos grupos monopolistas privados que detém a explorações das principais fontes de energia.

O Governo fala de um projecto de apoio ao Comércio Tradicional, sem especificar do que está a falar, também nada diz sobre a tenebrosa lei das rendas, na vertente do “arrendamento comercial”, que nos centros históricos das principais cidades está a obrigar a encerrar inúmeros estabelecimentos no comércio, serviços, restauração e hotelaria.

Fala de medidas no plano Fiscal, designadamente na baixa do IRC, que não só é a repetição do mesmo anúncio de há 3 meses, sem concretizar coisa alguma, mas também nada diz sobre o IVA de caixa que até colocou no Orçamento de Estado de 2013, do IVA da Restauração e Bebidas, do Pagamento Especial por Conta, da Avaliação Patrimonial e o IMI, etc.

O Governo e o senhor Ministro da Economia e do Emprego não respondem às questões estratégicas da economia nacional e em particular às Micro, Pequenas e Médias Empresas que estão a atravessar situações dramáticas que as empurram para a falência e para o desemprego.




Porque o Governo não responde, igualmente, a outra das questões centrais: quebra brutal da procura interna e crescimento exponencial das insolvências, falências e desemprego, ou seja, não responde como é que se revitaliza o mercado interno. Não responde a perguntas tão elementares como: investir para quê? Produzir para quem? Se os portugueses continuam a perder poder de compra!

Por outro lado, o Ministro da Economia disse, na conferência de imprensa, que mantém o diálogo com os parceiros sociais, o que não corresponde completamente à verdade.

A CPPME, única Confederação Nacional exclusiva de Micro, Pequenas e Médias Empresas, solicitou uma Audiência ao senhor Ministro da Economia e do Emprego, com carácter de urgência, logo no início de Janeiro e, até hoje, o senhor Ministro não se dignou a estar disponível para falar com a CPPME. Será por isso que o senhor Ministro da Economia não tem conhecimento das reais características do tecido empresarial nacional? Com quem andará a falar?

Por último, a CPPME reafirma as propostas alternativas que apresentou, em Julho do ano passado, ao senhor Primeiro-ministro e a todos Grupos Parlamentares, que infelizmente, continuam no papel. Ao mesmo tempo que aguarda com serenidade que o senhor Ministro mostre disponibilidade para dialogar com a CPPME.


Seixal, 24 de Abril de 2013

O Executivo da Direcção da CPPME




25 Abril



Na sequência das lutas antifascistas, coube ao 25 de Abril de 1974 derrubar a ditadura imposta pelo estado opressor, iniciando uma nova fase política, económica e social em Portugal. Para além da implantação do regime democrático e de uma nova constituição, que afirmou as liberdades, direitos e garantias individuais, a “Revolução dos Cravos”, trouxe-nos, entre outros, valores tão essenciais à vida como o Direito à Justiça ou o Direito ao Trabalho, bem como a defesa de uma economia mista, assente na diversificação e na riqueza de todos os sectores e ramos de actividade que compõem a economia nacional, hoje completamente dilacerada e ameaçada pelo modelo de globalização económica internacional, que nos trouxe uma nova monopolização económica, agora dominada pelas maiores empresas nacionais e transnacionais.

A CPPME – Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas, consciente das dificuldades que as Micro, Pequenas e Médias Empresas e Empresários estão a atravessar em resultado das políticas antieconómicas dos anteriores e do actual Governo, para além de marcar presença, apela à participação não só dos seus Associados, mas de todos os Empresários, nas Comemorações Populares do 25 de Abril que se realizarão por todo o País, fazendo destas também uma jornada pública e cívica em defesa dos seus direitos, bem como na procura de políticas alternativas que possam afirmar o circuito económico nacional, as suas micro, pequenas e médias empresas e a produção nacional no topo das prioridades.

Portugal tem futuro!

Esta política, esta globalização e este Governo não!

O Executivo da CPPME

terça-feira, 23 de abril de 2013


 

NÚCLEO DO ALGARVE DA CPPME

 

O Núcleo do Algarve da CPPME realizou uma visita ao Comércio Local e à Restauração e Bebidas da Baixa da Cidade de Faro durante toda a manhã da passada Sexta-feira, dia 19 de Abril de 2013.

No final da manhã realizou um Encontro com a Comunicação Social Regional, no Café “ O Seu Café”, em pleno coração da Baixa de Faro, para dar conta dos contactos estabelecidos com os empresários associados e não associados, das suas principais preocupações e das propostas da CPPME.


Esta iniciativa desenvolveu-se sob o lema: Defender as Micro, Pequenas e Médias Empresas - Produção, Emprego e Crescimento Económico.

Os empresários consideram que o Governo elegeu as micro e pequenas empresas como alvo a abater. Porque o ataque que o governo está a fazer às MPME, visa dar continuidade a políticas erradas que assegurem a defesa dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.

O aumento da carga fiscal, com o agravamento do IVA, do IRC, do IRS e do IMI, juntamente com o aumento de outros custos de produção, como a água, electricidade, gás, combustíveis, portagens, arrendamentos, agravam ainda mais a situação já por si insustentável, levando ao encerramento de milhares de empresas e à destruição de muitos milhares de postos de trabalho.

Um País com uma economia frágil não pode ter uma carga fiscal tão pesada!

Nas dezenas de contactos estabelecidos com os micro e pequenos empresários do comércio local e restauração e bebidas a opinião é unanime: o enorme agravamento do IVA no sector da restauração e bebidas de 13 para 23% (o que corresponde a um aumento de 77%), a falta de crédito às empresas do mercado interno, a nova Lei dos Despejos Comerciais e a redução do poder de compra, através da desvalorização dos salários, têm arrastado dezenas de milhares de empresas para a insolvência e o encerramento.

Todas estas medidas resultam da aplicação do Memorando de Entendimento, acordado entre o PS, PSD e CDS com a tróica estrangeira, onde se encontram defendidos os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros. O objectivo parece ser a liquidação das micro e pequenas empresas.

A CPPME tem propostas alternativas que já apresentou ao Primeiro-ministro e à Assembleia da República, que passam por uma reforma fiscal profunda, pelo acesso ao crédito a juros aceitáveis, pela revogação da Lei do Arrendamento Urbano, por uma justiça mais célere e menos onerosa, pelo apoio social aos MPE e pelo investimento produtivo, que gere riqueza e crie emprego.

Portugal tem futuro! Este Governo não!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

CPPME reúne com Ministério da Economia

Sobre o sector dos mármores e rochas ornamentais

Por proposta da Secretaria de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação uma delegação da CPPME reuniu com dois Assessores desta Secretaria de Estado na passada sexta-feira, dia 12 de Abril de 2013, pelas 11H00, no Ministério da Economia e Emprego. A delegação da CPPME integrava igualmente empresários dos mármores e rochas ornamentais do concelho de Sintra.
Esta reunião realizou-se no âmbito da apresentação ao Governo, pela CPPME, de uma Exposição sobre os problemas existentes e as perspectivas futuras desta actividade produtiva, saída de reuniões efectuadas em Pero Pinheiro, com empresários de Montelavar, Pero Pinheiro, Terrugem e Almargem do Bispo.

A CPPME reiterou a importância, económica e social, da fileira dos Mármores e Rochas Ornamentais para o concelho de Sintra e para a economia nacional. Voltou a alertar o Governo para a grave situação que se está a viver, com encerramento de dezenas de empresas e redução de trabalhadores nas que tentam resistir e, com o inevitável aumento do desemprego. Reafirmou as propostas constantes na Exposição apresentada ao Governo, como resposta estruturante e estratégica para ultrapassar as dificuldades existentes.

Por parte dos representantes da Secretaria de Estado foi manifestada a preocupação pelas dificuldades existentes no sector e a noção de que é preciso ultrapassar muitos dos estrangulamentos existentes. Foi assumido o compromisso de que as propostas apresentadas pela CPPME serão levadas ao conhecimento do senhor Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Dr. Franquelim Alves e do senhor Ministro do Desenvolvimento Regional, Dr. Poiares Maduro, bem como ao Ministério das Finanças e outras entidades.

A CPPME manifestou a sua total disponibilidade para participar numa reunião onde possam estar entre outras entidades o Governo (Ministério, AICEP, IAPMEI, IEFP), a Autarquia de Sintra (Pelouro das Actividades Económicas), a Comissão de Defesa da Indústria das Rochas Ornamentais e a Assimagra. Reunião que deve realizar-se o mais urgente possível e que deverá ter como objectivo analisar, ponto por ponto, todos os problemas e possíveis soluções e, responsabilizar o Governo pelas medidas que lhe cabe implementar, no âmbito da sua governação.

Seixal, 15 de Abril de 2013

 O Gabinete de Imprensa da CPPME

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Nota à Comunicação Social

  

Exmos. Senhores
  

O Núcleo do Algarve da CPPME – Confederação Portuguesas das Micro, Pequenas e Médias Empresas realiza uma visita ao Comércio Local, Restauração e Serviços da Cidade de Faro para contacto com os seus associados e não associados e conhecimento dos problemas mais sentidos, durante a manhã de Sexta-feira, dia 19 de Abril de 2013.

 
Pelas 11H30, do mesmo dia, realiza um Encontro com a Comunicação Social - Conferência de Imprensa no Café “O Seu Café”, Largo do Carmo, em Faro.

 
Este Encontro com a Comunicação Social, que terá a participação de Dirigentes e do Secretário-geral da CPPME, tem como objectivo dar a conhecer as posições da Confederação sobre a crise que este sector empresarial está a atravessar e as suas propostas alternativas.

 
Agradecendo desde já a vossa presença e divulgação,

 
Somos com os melhores cumprimentos.

 
Faro, 16 de Abril de 2013

 

O Núcleo do Algarve

Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

(Revisão da Lei do Arrendamento)

23 Abril 2013 – 11 HORAS

 

RUA CASTILHO, 14, Lisboa

(Sede da UACS – União das Associações de Comércio e Serviços)

 

As Associações e Organizações subscritoras vêm convidar a Comunicação Social para a Conferência de Imprensa que promovem e vai ter lugar na data, hora e local acima indicado.

 

Na Concentração realizada em 7 de Fevereiro de 2013, foi aprovada uma MOÇÃO com as seguintes reivindicações e perspectivas:

 

1.    Os inquilinos concentrados na Praça do Comércio em Lisboa, no dia 7 de Fevereiro de 2013, reivindicam e exigem ao Governo e à Assembleia da República a revogação urgente da Lei nº 31/2012, de 14 de Agosto, e da legislação complementar entretanto publicada.

 

2.    Reivindicam e exigem a abertura de novo processo legislativo sobre esta matéria que tenha em conta o estado de conservação das casas e as obras realizadas, bem como os desmandos entretanto sucedidos e a sua correcção na legislação futura.

 

Posteriormente, a maioria na Assembleia da República rejeitou diversas propostas para a revogação e revisão da Lei nº 31/2013, bem como das Leis nº 30/2012 e 32/2012 e diplomas complementares.

Nesta Conferência de Imprensa será apresentado um balanço crítico relativo à aplicação desta legislação e divulgada a PROPOSTA DE BASES PARA DISCUSSÃO E ELABORAÇÃO DE NOVA LEGISLAÇÃO sobre estas matérias, elaborada pelos subscritores em conformidade com o Ponto 2 da Moção.

 

Desde já agradecemos a vossa presença.

 

AIL - Associação dos Inquilinos Lisbonenses

AINP- Associação dos Inquilinos do Norte de Portugal

UACS - União de Associações do Comércio e Serviços

ACCL - Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa

CPPME – Conf. Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas

CIAN - Comissão de Inquilinos das Avenidas Novas

Grupo de Moradores de Campo de Ourique

Comissão de Moradores da Colina da Graça

Inter-Reformados

MURPI - Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos

APBCIB – Ass. Port. Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza

CPCCRD – Conf. Port. Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto

sexta-feira, 12 de abril de 2013

NÚCLEO DO PORTO DA CPPME

No passado dia 4 de Abril de 2012, o Núcleo do Porto da CPPME reuniu com a ARAN – Associação Nacional do Ramo Automóvel. A reunião decorreu na sede da ARAN, tendo pela parte da CPPME a participação de Augusto Barbosa responsável pelo Núcleo e membro da Direcção da CPPME e, José Brinquete Secretário-geral da CPPME, pela ARAN teve a participação do seu Presidente António Teixeira Lopes e Nelly Valkanova Directora de Marketing e Comunicação.



A CPPME tomou conhecimento dos graves problemas que o sector automóvel está a atravessar e das diligências que a ARAN tem feito junto dos órgãos do poder, ao mesmo tempo que informou da actividade e das propostas da CPPME. No final do encontro ficou o compromisso, entre as duas entidades, de continuar a aprofundar as relações associativas entre ambas e a possibilidade de iniciativas conjuntas, com vista à resolução dos problemas dos seus Associados.

No mesmo dia reuniu o Núcleo do Porto da CPPME para análise da situação empresarial e reforço da actividade na sua área geográfica.

 
Os empresários presentes manifestaram grande preocupação com: a brutal carga fiscal do Orçamento de Estado que está em execução, que não permite a dinamização da economia e a criação de emprego; o IVA da restauração que está a levar ao encerramento muitos restaurantes, alguns de referência histórica e gastronómica para a cidade; a aplicação da Lei do Arrendamento Urbano, que está a provocar aumentos insuportáveis de rendas na área comercial e, findo o prazo de cinco anos, irá provocar despejos em massa; a justiça que continua onerosa e demorada; a necessidade urgente de os micro e pequenos empresários poderem ter direito ao subsídio de desemprego, dado que tem uma carreira contributiva igual à dos restantes trabalhadores.

O Núcleo, concluiu que a situação actual exige medidas urgentes, alternativas às actuais que estão a empobrecer os portugueses e a levar a economia à exaustão, que permitam repor o poder de compra, que deve ser dirigido preferencialmente para a aquisição de produtos nacionais.

O Núcleo do Porto da CPPME, concluiu ainda pelo reforço da sua acção, designadamente na aceitação de novos associados e na procura de uma sede, como garantia da realização de um trabalho mais sistemático e regular.