terça-feira, 23 de outubro de 2012


Núcleo do Algarve da Confederação Portuguesa dos Micro, Pequenos e Médios Empresários

                  Encontro/debate— propostas dos agentes económicos e sociais

                                                 Orçamento de Estado 2013

Caros colegas associados e não associados da CPPME, membros do Movimento Associativo, outras entidades presentes neste encontro, O Núcleo do Algarve da CPPME saúda-os.

Trazemos aqui um breve resumo do que se passa no Algarve no plano do desenvolvimento económico e as suas repercussões no plano social, neste quadro de profunda crise, cujas medidas para a fazer retroceder, ou pura e simplesmente não surgem, ou aparecem, desgarradas e desadequadas, não produzindo qualquer efeito positivo, tal como prova o acentuado declínio da atividade da esmagadora maioria das empresas Algarvias, situação que continua, por aquilo que espelha o conteúdo do já anunciado OGE para 2013

Tendo pelo meio um vasto conjunto de fatores locais, nacionais e internacionais, que são a causa motora deste descalabre da economia e das profundas chagas sociais que provoca. Entre eles, á muito que no Algarve se aposta em modelos de desenvolvimento errados nomeadamente no turismo, na construção civil a reboque deste e nas grandes superfícies comerciais, elegendo-os como motores do desenvolvimento económico. Esta debilidade hoje reconhecida por muitos dos que nela apostaram, por incrível que pareça, continua fazer parte dos vários planos de ordenamento do território e do desenvolvimento estratégico da Região.

São deixadas quase ao acaso, tal como o foram nos últimos 25 anos, muitas outras atividades económicas desde a agricultura à indústria, passando pelas pescas e pelo marisquei-o. A aposta continua a ser o turismo, reconhecendo-se-lhe o seu valor e importância no conjunto das outras atividades económicas é certo, mas hoje face à crise e ao seu desenquadramento das outras atividades económicas, deixou de ser a galinha dos ovos de ouro, continuando a ser o grande sorvedouro dos fundos comunitárias. A par desta opção a proliferação das grandes superfícies comerciais de toda a espécie e tipo, arrasando completamente o comercio tradicional e atingindo negativamente outros sectores ligados à manutenção automóvel, restauração, ferramentas elétricas eletrodomésticos e mobiliário.

 A construção civil, segunda opção mais votada, atravessa hoje a maior crise da sua história no Algarve, pode dizer-se que a esmagadora maioria das empresas, quer de imoveis quer de obras públicas estão paradas e em profunda agonia, por um lado crescendo desordenadamente a reboque do desordenado e desenquadrado sector do turismo, criaram pesadas estruturas que hoje não conseguem alimentar, por outro lado, a venda de imoveis caio para níveis residuais, face ao corte do credito e do baixo poder de compra das famílias. A ausência de investimento público na região é outra das causas do profundo descalabre das empresas, nomeadamente as da construção civil Algarvias.

Para ilustrar esta constatação do modelo que continua a ser implementado de desenvolvimento económico, praticamente no mesmo traçado vicioso, mesmo quando se admitem debilidades e que, os resultados obtidos são contrários aos interesses da região e o quadro onde se pretende implantar o estafado modelo, é completamente adverso. Para ilustrar esta afirmação, recorremos aos dados oficiais que constam nos vários documentos que determinam o modelo de desenvolvimento económico do Algarve nomeadamente: o Plano Regional de Inovação, PRIALGARVE, 2007-2013 e o Plano de atividades da Direção Regional de Economia para 2012

Relativamente ao Prialgarve, este plano dito técnico/científico e estratégico, cuja vigência se iniciou em 2007 a terminar em 2013. Sobre a sua aplicação decorreram já cerca de 5 anos, em nosso entender contem importantes direções de caracter técnico/científico, que sem dúvida têm que constituir linhas de ação numa economia moderna de base solida, mas completamente desajustadas, diríamos mesmo, de impossível aplicação na economia Algarvia, tendo em linha de conta o estado em que se encontra, pouca sustentabilidade e vulnerabilidade das empresas e uma situação social que origina muito fraca procura e baixo índice de volume de negócios 

Se o diagnóstico acerta parcialmente em algumas análises, nomeadamente quando determina da fragilidade dos sectores do turismo e da construção civil, enquanto eleitos como motor da economia algarvia, demonstra ao mesmo tempo, algum desconhecimento da realidade, dai se verificar no terreno que, das medidas apontadas, todas elas no âmbito da inovação, modernização competevidade empreendedorismo etc. não surgi-o qualquer efeito que, contribui-se para alterar o rumo de desastre da economia Algarvia, verificando-se que, 5 anos depois que o panorama piorou.

Do plano de atividades da DRE. Direção regional de economia o mesmo se pode dizer, começando pela constatação expressa no documento de que existem no Algarve 57.881 empresas, números de 2010, não as classifica, isto é, não diz quantas são micro, pequenas, médias ou grandes, sabe-se que, a esmagadora maioria são micros e pequenas é certo, mas um organismo com esta responsabilidade não pode tratar as empresas ao molho, para além disso, é mais que certo que o numero de empresas não esta atualizado, basta ver o panorama das falências, dos encerramentos e da redução da atividade de muitas, numero que se reflete no numero de desempregados em crescente na região que já ultrapassa os 50.000, flagelo em franca progressão.

Mas do plano pouco ou nada sobressai que, se possa traduzir em medidas concretas, necessárias ao relançamento da economia Algarvia e às empresas na qualidade de agentes desse tão necessário e urgente relançamento. Para além de mais números centrados no PIB, e no VB, que atestam que a economia da região regride a grande velocidade, do anúncio dos cortes orçamentais, ao mesmo tempo que dizem que vão prestar um maior apoio às empresas e, o anúncio de total obediência ao OGE e ao programa do governo. Dos vários comentários que este plano suscita, à pelo menos um que ressalta naturalmente, por este caminho não vamos lá!

No plano do QREN, quadro de referência estratégica, o Algarve contava a 3 de Setembro de 2011, com 1211 projetos aprovados num total de 4.75,4 milhões de euros de investimento elegível aprovado, o PO Algarve 21, que materializa os principais projetos da região, contabilizava nessa data, 275 aprovados, com valor elegível de 222,8 milhões de euros o que corresponde a uma taxa de compromisso de 52,9% e a uma taxa de execução de 33,3 %, projetos que, na sua esmagadora maioria cujas obras estão paradas, ou simplesmente por projetos ficaram. Se acrescentarmos a estes números o recente anuncio de mais uma negociata entre as Estradas de Portugal e o consórcio Rotas do Algarve Litoral, que detém a subconcessão da requalificação da N.125, que resulta de facto num corte no investimento de 155 milhões de euros.

Se juntar-mos a este quadro, que retrata a grosso modo uma parte dos graves problemas que afetam a região, referindo como grave e perturbador a introdução de portagens na A.22 passando pela escassez do investimento publico, percebe-se melhor o porque da acelerada desarticulação e afundamento do tecido empresarial, de que tal como no resto do pais são esmagadoramente maioritárias, as micro e pequenas empresas, e dentro desse espaço as empresas de construção civil e obras publicas praticamente paradas, resultando tudo isto num quadro social de graves contornos, com mais empresas a encerrarem, o desemprego a subir o rendimento das famílias a baixar escandalosamente, com todas as consequência negativas que dai advém.

Neste contexto justifica-se plenamente todas as iniciativas que a CPPME tem levado a cabo com destaque para esta que hoje aqui estamos a realizar, que alertam que, demonstram que o caminho que se esta a seguir é errado, que existem alternativas e que, é tempo de as implementar. As propostas de medidas que a CPPME tem vindo a fazer e que foram entregues ao Sr. Primeiro-ministro, que se inserem como não podia deixar de ser, na defesa dos interesses da classe que representa, nas inserem-se também, pelo peso que essa classe tem na economia do pais e no supremo interesse nacional.

Caros colegas empresários, se as propostas e revindicações que a nossa confederação tem levado a cabo, são justas e pertinentes, diria mesmo que, ou são aplicadas ou a economia dos pais, nomeadamente a algarvia, afunda-se completamente. Justos necessários e pertinentes, são também os apelos au aumento da luta dos micros pequenos empresários, no quadro político, económico e social atual em que, em todo o país o descontentamento veio à rua, engrossando a corrente da luta, a nossa participação para além de ser muito importante, pode até mesmo ser decisiva.

No seguimento deste raciocínio, mesmo considerando as naturais diferenças de classe entre empregadores e empregados, e até mesmo de interesses, que no caso presente e no momento que se vive não são assim tão díspares, na situação presente seria incompreensível que, nos deixasse-mos levar por possíveis preconceitos de classe e hostilizasse-mos quem participa ou ate mesmo não participarmos na próxima forma superior de luta, a greve geral marcada pela CGTP, para além do conjunto de justas revindicações de carater social e de defesa de direitos que estão implícitas nesta forma de luta, trata-se pois da defesa do interesse Nacional e da Soberania do nosso pais.                      

                    

           Seixal 16 de Outubro de 2012

ENCONTRO / DEBATE

Propostas dos Agentes Económicos e Sociais do Orçamento do Estado

Seixal, 16 de Outubro de 2012

Intervenção sobre Comércio

Vladimiro Matos [vladimiro@mamatos.com]

 

Para vos falar sobre o Comércio vulgarmente reconhecido como de “Tradicional”, e para um melhor enquadramento histórico e económico do tema, peço-vos a vossa paciência para ouvirem um pouco da minha experiencia pessoal.  

Trago-vos aqui o meu testemunho de proprietário de uma micro empresa comercial e prestadora de serviços, localizada no concelho de Alenquer, fundada pelo meu pai em 1948, portanto com 64 anos de existência, de cariz familiar, embora em determinada altura da sua existência tenha chegado a dar trabalho a 15 colaboradores.

Empresa ligada ao ramo eléctrico e afins que se iniciou com a comercialização e reparação de rádios ligados a baterias, visto que o concelho de Alenquer, a 40Kms de Lisboa, ainda não se encontrava electrificado.

A nossa empresa acabaria por ter um papel fundamental nas primeiras electrificações que se fizeram neste concelho, graças a um corpo de electricistas que para o efeito foi formado, tendo-se, ao longo dos anos, transformado naquilo que hoje ainda se chama loja de electrodomésticos, com as constantes adaptações às exigências do mercado de consumo na área do material eléctrico.

Era uma empresa em espaço rural no distrito de Lisboa, mas que tinha um vasto campo de manobra, tanto assim que criou uma rede de Agentes revendedores nos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Cadaval, e Sobral de Monte Agraço, onde a maioria da população rural se iluminava à luz da vela ou do candeeiro a petróleo e que o único contacto com o mundo exterior era através do seu rádio a bateria quando, apesar dos enormes sacrifícios, o podiam adquirir.

Muita população destes concelhos vivia isolada e só se conseguia chegar até elas através de caminhos vicinais, muito mal tratados. O comércio da aldeia ou vila mais próxima ou o comércio dito ambulante, fazia a ponte entre o isolamento e a urbanidade. Daí a sua grande importância, não só na venda de produtos e na distribuição de proximidade, como também a sua participação social nos contactos com as populações mais carenciadas.

Em 1974 com a chegada do 25 de Abril, o povo português viu finalmente chegado o reconhecimento do seu valor e dos seus direitos sociais, tendo sido uma das primeiras medidas implementadas pelo então I Governo Provisório, a introdução da figura de Ordenado Mínimo Nacional para todos os trabalhadores, que passou a ser de 3.000$00.

Toda a economia do país floresceu com essa medida transversal a todos os sectores da população activa, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida, uma vez que lhes foi dado poder de compra.

É com saudade que me lembro que, no fim da década de 70 e no inicio da de 80, assistiu-se ao aparecimento de inúmeras Fabricas de Produção Nacional dos mais diversos artigos de consumo, afim de garantirem o abastecimento do mercado interno e consequentemente contribuírem para a redução das importações e para o equilíbrio da balança de pagamentos.

Fiz questão de partilhar convosco toda esta narração histórica, embora que pessoal, para vos dar a imagem do comércio antes e nos anos logo após o 25 de Abril, já com a economia a crescer e o país a desenvolver-se no seu todo.

Com a entrada, em Janeiro de 1986, de Portugal na Comunidade Europeia inicia-se um ciclo de fachada como se entrássemos no “mundo das maravilhas” mas com nefastas consequências para a economia do nosso país com a destruição gradual do  tecido produtivo, agrícola, comercial e industrial. Inicia-se um processo de submissão do poder político português aos interesses económicos europeus, principalmente dos alemães, com uma redução abrupta do poder de compra acompanhada de políticas de estrangulamento fiscal e estrutural às micro e pequenas empresas, contrariamente aos apoios legislativos e facilidades de implantação, que claramente eram concedidos aos grandes centros comerciais e às grandes insígnias europeias, apoios esses longe de qualquer equilíbrio e justiça social, para com o comércio tradicional.

A Globalização da economia e dos grandes interesses do capital europeu dava os primeiros passos em Portugal, consolidada com a Lei 12/2004 (Lei do Licenciamento) que passou a proteger a implantação desenfreada de grandes superfícies comerciais em detrimento de qualquer política de apoio ao pequeno comércio, até então o grande dinamizador do emprego, da vida social, cultural e económica nas cidades, vilas e aldeias do Portugal profundo.

O cenário de hoje é de luto, de lojas de comércio a fecharem todos os dias, de falências em catadupa, de desertificação dos centros urbanos, de solidão urbana, de montras com as luzes apagadas, de tristeza, de patrões e empregados solidários na desgraça mas sem saberem o que fazerem da vida e de um enorme aumento do desemprego.

Toda esta narrativa, mostra que o Comércio das micro e pequenas empresas é fundamental para que o nosso país volte a ter uma balança de transacções equilibrada, porque ao mesmo tempo que contribuem para o consumo interno, podem também contribuir para o aumento dos níveis de produção interna e na diminuição do desemprego.

Nos dias de hoje todos os níveis e formas de comércio têm lugar desde que se respeitem mutuamente e que haja equilíbrio nas políticas de atribuição de espaço de mercado.

Os micro e pequenos empresários do comércio estão, como sempre estiveram, dispostos a contribuír para a recuperação do país, o que não aceitam a discriminação de trato nem o desprezo. Querem ser cidadãos de corpo inteiro e estão conscientes da sua força como agentes económicos na sociedade que se pretende de justiça social.

Reivindicam um comércio de rua recuperado e para isso necessitam do apoio por parte do Governo, de políticas que tenham em consideração a sua situação estratégica e de parceiros preferenciais para o desenvolvimento do país, e não o contrário.

Os micro e pequenos empresários do comércio consideram também que o Associativismo da classe dos MPME’s deverá ser considerado como o interlocutor válido para dialogarem com o Governo, nesta matéria, porque estão absolutamente conscientes das dificuldades que nos afectam.

 

Vladimiro Matos

quarta-feira, 17 de outubro de 2012






Cursos Financiados

Formações Modulares Certificadas

(Tipologia de intervenção 9.2.3. do POPH)

A Fundação da Juventude vai iniciar em 2012 cursos financiados nas seguintes áreas e de acordo com o seguinte calendário:

· Ciências Informáticas: a partir de 27 de Outubro

· Serviços Domésticos – Fidelização de clientes: a partir de 7 de Novembro

· Serviços Domésticos – Ambiente, Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho: a partir de 14 de Novembro

· Tecnologias de Diagnóstico e Terapêutica: a partir de 21 de Novembro

· Cuidados de Beleza: a partir de 10 de Dezembro

Destinatários:
Ativos (empregados e desempregados) com o 9º ano e idade igual ou superior a 23 anos

 
Outubro/Novembro/Dezembro: Laboral 

 
Direitos:

- Certificação reconhecida (permite a equivalência escolar junto dos CNO, ao nível do 12.º ano);

INSCRIÇÔES ABERTAS.
 
LUGARES LIMITADOS.
 
NÃO DEIXE PARA AMANHÃ,O QUE PODE FAZER HOJE!
 
CONTACTE-NOS JÁ.
 
VENHA ATÉ NÓS.
 

- Subsídio de Alimentação (4,27€/dia);

- Subsídio de Transporte;

- Subsídio de Acolhimento.

Local da Formação:

Lisboa (Centro)

 
Contactos:

Fundação da Juventude

Av. Júlio Dinis, n.º 23, 1.º Esq.

(Junto ao Campo Pequeno)

1050-130 Lisboa

Telef: 924144793


Redução Imediata do IVA da Restauração e Bebidas



A CPPME, única Confederação Nacional que exclusivamente defende as micro, pequenas e

médias empresas, há cerca de três décadas que está na primeira linha da defesa dos

interesses dos micro, pequenos e médios empresários da Restauração e Bebidas.

Em 22 de Novembro de 2011, a CPPME, em posição frontal e inequívoca contra quaisquer

aumentos que então se anunciavam, realizou um protesto Nacional, junto à residência

oficial do senhor Primeiro-Ministro, onde uma das principais reivindicações era a redução do

IVA da Restauração e Bebidas de 13% para 8%.

Também, no documento da CPPME sobre Fiscalidade, apresentado ao senhor Primeiroministro,

em Julho passado, a exigência do retorno imediato do IVA da Restauração e

Bebidas para 13% é uma das mais de duas dezenas de propostas que integram esse

documento. Aliás, o 1º Ministro reconheceu, nessa audiência, que o brutal aumento do IVA

de 13% para 23% nem sequer foi uma exigência da troika.

Recentemente, surgiram movimentações, desencadeadas por alguns empresários do sector,

exigindo a redução do IVA da Restauração e Bebidas. Logo na sua primeira acção pública,

realizada na Alfandega do Porto, a CPPME mandatou três dos seus dirigentes do Porto para

comparecerem nessa iniciativa e manifestarem o agrado desta Confederação por os

objectivos perseguidos, no essencial, virem ao encontro das suas principais reivindicações

para o sector.

Assim, a CPPME saudando todos os que se juntem à luta que há muito travamos, aproveita

para manifestar a sua solidariedade e apoio aos empresários da Restauração e Bebidas que,

constituindo-se em Movimento – MER, decidiram convocar uma Concentração frente à

Assembleia da República, para o próximo dia 16, onde a CPPME se fará representar.

Igualmente saudamos e sublinhamos a importância da Petição apresentada pela AHRESP,

com mais de 34 mil assinaturas, que subirá a Plenário da Assembleia da República para

discussão, no próximo dia 24.

A CPPME, pela sua parte, prosseguirá acção determinada pugnando pela da defesa

intransigente dos micro, pequenos e médios empresários e continuará disponível para

convergir com outras associações ou movimentos, em iniciativas que visem derrotar

medidas que levam à miséria e ao desemprego de milhares de MPME’ e os seus

trabalhadores.

A CPPME, nesta hora difícil, apela ao reforço do Associativismo, contributo decisivo ao êxito

dos nossos objectivos e à consequente defesa da economia Nacional.

Seixal, 12 de Outubro de 2012

O Executivo da Direção da CPPME

quinta-feira, 4 de outubro de 2012



A Turismo do Porto e Norte de Portugal, E.R. em parceria com o Turismo de Portugal, I.P. vai realizar nos próximos dias 17 e 18 de Outubro em Vila Nova de Gaia uma ação de divulgação e de informação sobre os instrumentos de apoio financeiro disponíveis destinada às empresas do setor turístico da região e a potenciais investidores.

A ação será constituída por uma Sessão Informativa que decorrerá entre as 09h30 e as 13h00 do dia 17 de Outubro, estando prevista a realização de reuniões / atendimentos personalizados na tarde do dia 17 de Outubro e durante o dia 18 de Outubro destinada aos investidores e potenciais investidores no sentido de permitir uma informação mais específica e mais direcionada para os diferentes projetos turísticos.

A Ficha de Inscrição deverá ser remetida para jaime.paco@portoenorte.pt até ao dia 15 de Outubro.

Carta aberta

Exmo Senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Assunto: IUC – Imposto Único de Circulação
Tomamos conhecimento através de protestos de micro e pequenos empresários, nossos associados, que dezenas ou mesmo centenas de milhares de cidadãos e micro e pequenas empresas e empresários, que constam nos registos dos serviços de finanças como proprietários de automóveis, estão a ser notificados para o pagamento de IUC de veículos que já não existem ou não lhe pertencem, na maioria dos casos, há mais de 20 anos.
Nuns casos os contribuintes denunciam que os veículos foram entregues para abate nos centros de recolha camarários ou a sucateiros, noutros foram recolhidos da berma das estradas pelos serviços municipais, não tendo funcionado a ligação de informação entre a DGV/IMTT e os Serviços de Finanças.
Também ao que nos foi dado a perceber na comunicação de venda dos automóveis existem muitas lacunas derivadas das falhas de atualização da DGV, agora IMTT, na comunicação das transações aos Serviços de Finanças. É sem ter em consideração a situação referida que a AT resolve notificar todos os proprietários de automóveis que se encontram no seu ficheiro para pagamento do IUC em falta, a quem dá a alternativa de fazer prova de que a viatura não é sua propriedade.
Acontece que:
- Na maioria dos casos, porque têm mais de 20 anos, não existem documentos para concretizar o abate;
- O abate só é aceite se for efetuado no IMTT contra o pagamento de verba significativa e posteriormente comunicado ao Serviço de Finanças;
- O abate só é considerado a partir da data em que é efetuado, ficando o contribuinte sempre sujeito ao pagamento de todos os anos que decorrem de 2008 a esta data, mais moras e eventuais coimas.
Cabe perguntar porque só agora, passados quase 5 anos da entrada em vigor do IUC, notificaram os contribuintes.
O Código do Imposto Único de Circulação (Lei 22-A/2007 anexo II), quando da sua entrada em vigor em 2008, isentava de pagamento as matrículas anteriores a 1981, no entanto, o que nos foi comunicado, informa que todas as matrículas da década de 70 até à atualidade estão a ser consideradas. Pergunta-se em que critério assenta esta medida que contraria as isenções estabelecidas no código publicado em 2008.
È justo que todos os que realmente são proprietários dos veículos paguem o IUC, é injusto que os que de facto não são tenham também de pagar. É também justo que quem preste declarações falsas seja criminalizado. É muito mau que a A.T. considere os contribuintes em geral de desonestos, efetuando ela um autentico saque.
Chegou ainda a nosso conhecimento, por manifesto descontentamento dos nossos associados, que esta medida da AT está a levar aos Serviços de Finanças milhares de contribuintes com perda de horas de trabalho, custos com as deslocações e agravamento do tempo de atendimento nos respetivos balcões. Quando tanto se invoca a necessidade de aumento de produção, iniciativas como esta só trazem prejuízos para a economia, porque será quase certo que a receita não compensará os custos …
Será que a necessidade de receita fiscal tudo justifica, incluindo medidas economicistas que se refletem negativamente na atividade económica do país? Assim, como o povo diz, “não sairemos da cepa torta”. Por este facto e pelo acima referido apresentamos o nosso protesto em relação a esta medida da AT e solicitamos de V. Exa. esclarecimentos sobre o assunto. Bem como a reparação imediata desta aberração.
Com conhecimento ao:
-  Exmo Sr. Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças e Grupos Parlamentares.
Seixal, 26 de Setembro de 2012
O Executivo da Direção da CPPME